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Sobremesa foi responsável pela vitória aliada na II Guerra Mundial

Meio século após o fim do maior conflito que o planeta Terra já conheceu, começam a vir a público os segredos que o tempo não conseguiu fazer esquecer. De acordo com o historiador francês, Marcel Pigny, especializado na história da segunda grande guerra, a vitória dos aliados deveu-se, em grande parte, a uma simples sobremesa feita à base de gelado e bolacha de baunilha.
"É surpreendente que algo tão simples como duas bolas de gelado com uma bolacha espetada pudesse ter uma influência tão grande no desenrolar de um conflito de escala mundial mas a história tem destas coisas," afirma Pigny no prefácio do seu livro recém-editado "Hitler, Churchill, Estaline e uma bavaroise de morango."

Tudo começou quando, em 1939, o governo polaco, temendo uma invasão alemã, formou uma equipa constituída pelos melhores matemáticos do país com o objectivo de descodificar o código secreto usado pelas forças armadas de Hitler. Os alemães usavam uma máquina codificadora sofisticada baptizada com o nome "Enigma" e o seu complexo modo de funcionamento impedia a utilização dos métodos habituais de descodificação de mensagens.
A equipa de matemáticos polacos, liderada pelo doutor Josef Krasmizky da Universidade de Cracóvia tinha pouco tempo para trabalhar, visto que a invasão estava cada vez mais certa. Num ímpeto de inspiração provocado pela pressão crescente (e pelo excesso de vodka), lembraram-se de usar a sobremesa de um dos elementos da equipa para simular a "Enigma" alemã. Tratava-se de uma bola de gelado de framboesa, outra de pistáchio e uma bolacha de baunilha rectangular.
Grzegorz Zubiak, o dono da sobremesa, lembra que "os outros acharam a ideia excelente porque estavam já algo tocados, mas eu fiquei fulo. Sempre gostei muito de gelado desde criança... podiam ter feito a porcaria da experiência com a banana do Vladek!" Mas Zubiak acabou por ultrapassar o desgosto e o mundo livre agradece-lhe o sacrifício que fez.
Os resultados não podiam ter sido melhores. O sistema criptográfico germânico foi completamente devassado, mas em vão, visto que o exército polaco era muito inferior em número de efectivos e em armamento ao seu congénere alemão.

Depois da invasão da Polónia em 1939, parte da equipa de matemáticos foi transportada para instalações secretas nos arredores de Londres onde partilharam os conhecimentos adquiridos com especialistas britânicos em descodificações. Os súbditos de sua majestade, povo engenhoso por excelência, desenvolveram o gelado descodificador dos polacos, acrescentando-lhe frutas cristalizadas e uma terceira bola de gelado com sabor a chocolate.

Mais tarde, com o bombardeamento de Pearl Harbour e consequente entrada dos americanos na guerra, os especialistas em criptografia dos serviços secretos dos Estados Unidos aperfeiçoaram ainda mais o gelado, cobrindo-o com xaropes de morango e chocolate, elementos que há muito eram usados nas catacumbas do Pentágono mas sem grandes resultados, visto que os americanos se limitavam a regar as transcrições de comunicações interceptadas com os ditos xaropes.
Os japoneses ainda tentaram desenvolver uma tecnologia semelhante, a partir de informações recolhidas pelos seus espiões em Washington, mas o seu projecto para combinar um gelado duplo de banana e alperce com peixe cru estava condenado ao fracasso desde o início. Mais tarde, já com o exército vermelho a aproximar-se de Berlim, Hitler ordenou aos seus especialistas em comunicações que criassem o gelado ariano que permitiria uma inesperada vitória do reich mas o desespero e a derrota inevitável fez com que o melhor que os alemães conseguissem criar fosse uma réplica exacta do gelado polaco original com uma bola de framboesa, outra de pistáchio mas com um salsichão knockwürst em vez da bolacha de baunilha. Era tarde demais.

Graças à "sobremesa-maravilha" como lhe chamaram, os aliados acabaram por vencer, abrindo espaço para uma nova época de democracia, liberdade e gelataria tradicional.

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