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Portugal
e Brasil discutem nacionalidade de Roberto Leal
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Representantes
dos governos de Portugal e do Brasil reuniram-se esta semana com o objectivo
de resolver a questão da nacionalidade a atribuir ao cantor popular,
Roberto Leal. A primeira cimeira luso-brasileira acerca de Roberto Leal
reuniu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, um grupo de membros
do Governo português e os seus homólogos brasileiros para discutir
um dos problemas mais sérios nas relações entre os
dois países mais influentes da lusofonia. "Há que resolver de uma vez por todas esta questão. Não podemos deixar que um problema como este continue a obstruir o estabelecimento de um relacionamento mais fluido entre os nossos dois países," considerou o ministro português da Cultura, Augusto Santos Silva. |
| Roberto
Leal é um dos nomes mais conhecidos da música popular tanto
em Portugal como no Brasil. Simultaneamente, é um embaraço
para ambos os países visto que o seu discurso oco, repetitivo e enfadonho
com referências constantes à qualidade de uma cultura popular
dúbia, o guarda-roupa, o cabelo louro e as coreografias exuberantes
envergonham portugueses e brasileiros. Por isto, os dois países propõem-se resolver de uma vez por todas a questão da nacionalidade do cantor, ou seja, qual dos países terá de se sujeitar à humilhação de assumir publicamente ser a pátria do "estorvo louro" como já lhe chamaram. "Não podemos continuar com esta situação indefinida em que se afirma que Roberto Leal é luso-brasileiro. Ou se tem uma nacionalidade ou outra, na nossa opinião, e pretendemos que o nome do Brasil seja dissociado do nome do cantor o mais depressa possível. Já passamos vergonha que chegue com o Faustão," considerou o vice-presidente brasileiro, Marco Maciel. O impasse surgiu quando Brasil e Portugal se recusaram a assumir Roberto Leal como cidadão seu. Por um lado, o Brasil considera que o cantor é português, visto que nasceu em Portugal, por outro, Portugal contrapõe que, se Carmen Miranda era brasileira, apesar de ter nascido em Marco de Canavezes, o mesmo raciocínio se aplicará a Leal. Não será por falta de empenho das duas partes que o problema não se resolverá. Há algum tempo atrás, os dois países tentaram chegar a soluções alternativas unilaterais. Ao que a Inépcia apurou, o Brasil tentou oferecer a independência ao estado do Piauí com a condição de oferecerem a nacionalidade piauíense ao cantor. A proposta foi rejeitada, tendo o governo estadual considerado que as contrapartidas exigidas eram demasiado penosas para aquele estado. Também em Portugal, o Governo tentou tornar o concelho fronteiriço de Barrancos independente com a mesma condição mas as autoridades locais contrapuseram com a possibilidade de usarem Roberto Leal numa corrida de touros de morte após concessão da nacionalidade barranquenha, proposta que foi recusada por uma questão de respeito dos direitos humanos extensíveis à pessoa do cantor. No caso de esta primeira cimeira ficar sem resultados, está já agendada uma segunda cimeira que terá lugar em São Paulo, em meados do próximo ano. |
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