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As anedotas do Portas

A Inépcia trabalha afincadamente em prol da recuperação das verdadeiras tradições humorísticas portuguesas e precisamente com isso em mente, inauguramos esta rubrica que pretende ser uma homenagem singela à obra de um dos maiores políticos portugueses do séc. XXI e, simultaneamente, a recuperação da tradição tão querida dos nossos concidadãos e há muitos anos esquecida de criar anedotas tendo como personagem principal figuras públicas de grande visibilidade. No passado, tivemos as anedotas do Bocage e de Samora Machel. Pequenas pérolas que, se nem sempre ou quase nunca valiam pelo seu valor cómico, tinham a particularidade de arrancar sorrisos enternecidos aos mais sisudos pelo lado caricato e muitas vezes enternecedor das situações retratadas. No seguimento desta tradição secular, a Inépcia apresenta aqui as primeiras "anedotas do Portas" enviadas pelos nossos leitores mais fiéis. No futuro, esperamos continuar a receber contribuições dos leitores para que as "anedotas do Portas" possam ocupar o espaço deixado vago pelos feitos humorísticos de Cherbakov, da princesa Diana ou de Osama Bin Laden. As anedotas enviadas deverão ter um mínimo de originalidade e deverão ser enviadas para: inepcia@mail.pt A qualidade das mesmas é perfeitamente acessória.


Esta passa-se quando o Portas ainda era miúdo e vivia com a mãe e os irmãos na sua quinta em Mafra. Certo dia, o Paulinho veio ter com a mãe que açoitava uma serviçal muito aflito e diz-lhe: "Mamã! Mamã! O Miguel caiu ao rio!" A mãe fica logo em pânico. "O quê?" diz-lhe ela, "O teu irmão caiu ao rio? Ai que grande desgraça! Como é que isso aconteceu?" E o pequeno e traquinas Paulinho lá puxou pela memória e contou à progenitora como tudo se tinha passado. "Mamã, eu estava com o Miguel a pescar no rio e de repente o Miguel apanhou um peixe grande e eu ainda não tinha nehum. Depois ele olhou para mim e disse: 'Vês? Quando fores marxista-leninista, também vais apanhar peixes assim' e eu fiquei cheio de medo e empurrei-o lá para dentro". Conta-se que Helena Sacadura Cabral sorriu, beijou o petiz na testa e lá foi para o rio acudir ao filho desnaturado.

Enviada por Carlos El Chacal


Certo dia, Paulo Portas decidiu ir à praia do Meco fazer nudismo. Quando lá chegou, ficou muito envergonhado e não conseguiu tirar o fato de banho, sentando-se na toalha vestido e muito corado. Os nudistas que lá estavam começaram a reparar nele e às tantas um sexagenário nu como veio ao mundo aproxima-se do Portas e diz-lhe: "Olhe lá, você tem aí alguma coisa de que se envergonhe?" ao que ele respondeu com a maior das naturalidades: "Eu? Não. Não tenho nada que você não tenha aí só que é menos encarquilhado."

Enviada por Teresa Canto de Noronha


Nos seus tempos de jornalista, Paulo Portas foi um dia cobrir a inauguração de um urinol público ali para os lados de Alcântara. Estava tão ansioso que acabou por chegar mais cedo e ainda não estava lá ninguém para a inauguração. Vai daí, resolveu aproveitar e foi experimentar o urinol até porque estava aflitinho. A meio da função, chega o presidente da câmara e a comitiva e começa a inauguração propriamente dita. O Portas ainda se tenta aguentar mas como já ia a meio, tem de levar o serviço até ao fim. Quando estava para começar o discurso, o presidente da câmara começa a ouvir aquele ruído característico e diz para um vereador: "Ouve lá? Tu não ouves nada? Parece que está a chover" ao que o Portas responde de dentro do urinol: "Está a chover está. Mas se me derem mais uns minutinhos acaba-se já a intempérie."

Enviada por João Soares


Quando Paulo Portas soube pela televisão que a sua irmã Catarina tinha feito um aborto, como bom defensor da vida que é, foi ter com ela e passou-lhe um raspanete. "Com que então, minha galdéria, andaste a comerter o pecado original, não foi?" ao que a irmão lhe respondeu muito corada: "Ó irmão, olha que foi tudo menos original." O Portas ao ouvir isto chateou-se e levantou a voz: "E ainda por cima brincas, sua porca?" A irmã escondeu-se atrás de uma cadeira e atira-lhe: "Se fosse original, tu não tinhas feito o mesmo com a criada Jaquelina atrás da capoeira ontem à noite." O Portas riu-se com vontade e levou a irmã a comer brioches na Versailles.

Enviada por Agapito Cláudio Júnior

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